Notícias ComexNet

        

DÓLAR ON LINE >>>

Comunidade do comércio exterior, transportes e logística




























 

 


Infra-estrutura ameaça exportações - 9/9/2004

A falta de investimentos em infra-estrutura já está afetando as exportações. O alerta foi dado ontem, no boletim Notas Econômicas, produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em dados fornecidos por empresas exportadoras, especialmente as do Sul do País. Segundo os economistas da entidade, não bastam apenas recursos para a ampliação da capacidade produtiva instalada no país.

‘‘A expansão do mercado doméstico não é o principal entrave ao crescimento das exportações brasileiras, porque os dois mercados não são rivais. O problema maior são os gargalos em infra-estrutura. As críticas à falta de linhas de transportes e contêineres nos portos são crescentes’’, afirmou o chefe da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato Fonseca.

Sistema vai mal

De acordo com o vice-presidente da CNI, José de Freitas Mascarenhas, o sistema de transporte do País ‘‘vai muito mal e a situação tende a se agravar’’ com o crescente aumento da produção e do comércio exterior brasileiro.

Para o executivo, que coordena o Conselho de Infra-estrutura da entidade, há a necessidade ‘‘urgente’’ de obras. ‘‘Hoje, qualquer investimento feito (em infra-estrutura de transportes) já está atrasado’’.

Pelo estudo da CNI, a recuperação do mercado doméstico tem sido cada vez mais intensa. Prova disso é que a produção e as vendas industriais completaram um ano de crescimento consecutivo em junho último. As exportações crescem a taxas elevadas, sem dar sinais de desaceleração, mas já surgem temores de que a recuperação do mercado interno cause uma redução nas vendas externas.

Como, nos últimos anos, as exportações foram o principal motor da economia brasileira, devido ao desaquecimento da demanda doméstica, alguns consultores e o Governo passaram a discutir a possibilidade de o aquecimento interno causar danos às vendas externas. Uma das grandes preocupações é com a sustentabilidade do crescimento.

‘‘Há uma discussão, que não procede mais, de que o Brasil exporta o excedente. Isso funcionava para as commodities, mas agora as exportações brasileiras estão vivendo um processo diferente, com a expansão das vendas de manufaturados. Ninguém quer perder mercado’’, disse Fonseca.

Gargalos

Segundo o economista da CNI, o que está travando as exportações é a necessidade de investimentos feitos pelas empresas e, principalmente, nos gargalos de infra-estrutura, que, a princípio, seriam de responsabilidade do setor público. Ele destacou que, embora as exportações estejam crescendo bastante, pouco tem sido feito para melhorar rodovias, ferrovias e portos.

‘‘No Sul do País, por exemplo, os exportadores não conseguem contêineres para embarcar manufaturados. E alguns produtores agrícolas chegaram a dizer que foi bom a safra de soja quebrar, pois não havia como escoar o produto’’, afirmou Fonseca, defendo a aprovação do projeto de lei que cria as Parcerias Público-Privadas.



Fonte: A Tribuna-Santos
 


 

 

Perguntas ou problemas a respeito deste web site entre em contato com suporte@comexnet.com.br.
Copyright © 2001COMEXNET. Desenvolvido por WLD Desenvolvimento. Todos os direitos reservados