Comissão identifica gargalos em 5 principais portos brasileiros - 3/9/2004
O governo elencou uma série de medidas que serão tomadas para eliminação de gargalos na rede portuária em curtíssimo prazo. Ao todo, foram listadas 46 ações a serem implementadas nos cinco principais portos do país: Santos, Rio de Janeiro, Rio Grande, Paranaguá e Vitória.
Durante os meses de julho e agosto, o grupo interministerial encarregado de analisar a situação portuária no país, formado por seis ministérios e coordenado pela Casa Civil, identificou os onze portos prioritários para a logística portuária. Juntos, eles respondem por aproximadamente 90% dos embarques marítimos das exportações brasileiras. O grupo visitou esses portos e definiu as ações mais urgentes para os cinco principais deles.
As medidas foram apresentadas durante a terceira reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, CNDI, nesta terça-feira, no Palácio do Planalto. O conselho, que reúne onze ministros e representantes da indústria e de sindicatos é presidido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Segundo Furlan, as ações já contam com recursos garantidos da ordem de R$ 50 milhões, podendo ser ampliados conforme a necessidade.
“São medidas que dependem de investimentos módicos, como é o caso da dragagem”, explicou Furlan. Em alguns portos, as medidas são simples, mas que poderão significar um ganho quantitativo na operacionalização do porto. Em Vitória, por exemplo, uma pedra de 40 metros cúbicos atrapalha a entrada de navios. Em Santos, um armazém antigo, sem paredes ou teto, dificulta a logística do porto, mas não pode ser demolido por causa de uma ação do Ministério Público. No Rio de Janeiro, o acesso ferroviário está impedido em uma das vias porque 70 famílias invadiram a área e construíram ao lado dos trilhos. Na via que restou, os trens passam a uma velocidade de 10km por hora por causa do acesso da população ao local.
Algumas medidas são recorrentes a todos os portos. Uma delas é a necessidade de se integrar os sistemas de informações dos órgãos que atuam nos portos. Outra se refere à implantação de balanças. Em muitos portos brasileiros a carga é embarcada por estimativa.
“Trabalhamos na remoção de gargalos que podem melhorar a atividade portuária e que, possivelmente, podem representar ganhos de produtividade de até 30%”, avaliou Furlan.
Fonte: MDIC