Nó logístico incomoda o setor exportador - 23/8/2004
A deficiente infra-estrutura de transportes não chega, por enquanto, a ameaçar a meta oficial de exportar US$ 90 bilhões este ano, mas preocupa. Efeito indesejado do sucesso comercial comemorado pelo governo, o nó logístico é avaliado por empresários e especialistas como resultado não apenas da falta de investimentos mas também de planejamento estratégico voltado para o setor de transporte.
O orçamento da União, contingenciado pela necessidade de formação de superávit primário, não dá conta de financiar projetos cuja importância só será visível a médio e longo prazos. A prioridade está nas necessidades urgentes, como o recapeamento e conservação de rodovias, que consomem 80% da dotação destinada ao Ministério dos Transportes.
- Mas não é com ações emergenciais que se resolverá a crise configurada no sistema de transportes brasileiro. Ao se eleger o tapa-buraco como prioridade, a expansão da malha ferroviária brasileira fica relegada ao esquecimento, e isso vai afetar toda a cadeia logística que envolve o comércio exterior lá na frente - analisa o professor Paulo Fernandes Fleury, diretor do Centro de Estudos em Logística do Instituto de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead-UFRJ).
Fonte: Jornal do Brasil