Exportações baianas crescem 81,1% em julho - 18/8/2004
As exportações da Bahia, nos sete primeiros meses do ano, já registra um volume de US$2,116 bilhões. O total significa um incremento de 17,84% em comparação com igual período de 2003, quando houve um fluxo comercial para o exterior de US$1,795 bilhão. Somente em julho, cujo volume ficou em US$443,5 milhões, o salto é de nada menos que 81,1% em relação ao mesmo mês do ano passado (US$244,9 milhões).
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgãos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), entre as empresas que mais contribuíram para o desempenho das exportações no estado, de janeiro a julho, a Ford Motor Company Brasil (complexo Ford em Camaçari) lidera com folga, acumulando um montante US$340,9 milhões, o que representa 16,1% do total do comércio exterior baiano.
Em seguida, informa a Secex, figurou a Petrobras, com US$280,3 milhões ou 13,2% de participação no total das exportações do estado nos sete primeiros meses do ano. Abaixo, as cinco próximas empresas foram a Braskem, com US$160,0 milhões (7,6%), a Caraíba Metais, com US$125,2 milhões (5,9%), a Bunge Alimentos, com US$120,8 milhões (5,7%), a Bahia Sul Celulose, com US$92,3 milhões (4,4%), e a Cargill Agrícola, com US$83,9 milhões (3,9%). Na avaliação do diretor-superintendente do Promo-Centro Internacional de Negócios da Bahia, João Alfredo Figueiredo, essas companhias que estão na vanguarda do comércio exterior baiano revelam, com fidelidade, a atual política de exportações do estado.
"Governo e empresários estão concentrando esforços para consolidar uma nova pauta para o setor, sem prejuízo dos produtos tradicionais", explica João Alfredo Figueiredo. Ele informa que a nova pauta prioriza produtos com alto valor agregado, a exemplo dos veículos da Ford, além de ampliar a diversificação, conforme vem ocorrendo com o algodão (a Bahia já é o segundo produtor nacional), derivados do cacau e grãos no oeste baiano.
"Mas a pauta tradicional, que tem à frente os produtos petroquímicos e derivados, também vai continuar merecendo destaque em nosso comércio exterior", ressalta. O diretor-superintendente adianta que, no médio e longo prazos, o governo estadual busca retomar, para a Bahia, um lugar entre as primeiras quatro ou cinco posições no ranking nacional de estados maiores exportadores.
Fonte: Correio da Bahia