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Exportações cresceram 28% em MT - 19/12/2002

Até outubro, volume exportado foi de US$ 1,5 bilhão, crescimento de 28% em relação ao ano passado

Os números das exportações de Mato Grosso são superiores aos registrados no ano passado. Até outubro o volume exportado foi de US$ 1,5 bilhão, um crescimento de 28% se comparado ao ano passado, que fechou os doze meses com um volume de US$ 1,4 bilhão.

Estes números mostram também um incremento no valor comercializado mês a mês. A média de exportações até outubro ficou em cerca de US$ 150 milhões, enquanto que em 2001 a média foi US$ 117 milhões. Para finalização do saldo das exportações estaduais, faltam ainda os volumes de exportações de novembro e dezembro.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Alexandre Furlan, o ano de 2002, apesar do caráter altamente especulativo, o nível de atividade industrial foi mantido e o volume exportado foi aumentado. “Nos dez primeiros meses do ano superamos o volume exportado no ano de 2001”, reforça Furlan.

Furlan chama atenção para um comportamento atípico da comercialização da soja este ano. “A oleaginosa é responsável por 80% do total exportado pelo Estado. O pico das exportação é entre abril e setembro. Com a franca elevação do dólar, os produtores seguraram a mercadoria e venderam muito em outubro”, explica.

Outro número comemorado pelo setor industrial é o percentual de participação na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que hoje representa 40% da arrecadação. Até outubro foram arrecadados R$ 1,52 bilhão, média mensal de R$ 152 milhões, um incremento no ano de 19%.

Em 2001 foram recolhidos aos cofres públicos R$ 1,53 bilhão, média mensal de R$ 127,5 milhões.

“Há dez anos a participação no ICMS era de cerca de 20%”, aponta o economista da Fiemt, Carlos Vítor Timo Ribeiro. O economista acredita que a participação em 2003 será semelhante. “Para que haja um crescimento na participação é necessário um crescimento no número de industrias e isso leva de cinco a 10 anos”, completa.

Um outro número que revela o crescimento industrial é o aumento do consumo de energia elétrica no setor que neste ano apresenta um acréscimo de 34% se comparado ao ano passado. Até agosto de 2002 foram registradas mais de 9,2 mil empresas. Em 2000, as cadastradas pela REDE Cemat somavam 6,8 mil.

Um outro dado que demonstra a utilização de tecnologias avançadas no setor é o ônus de ser a atividade que mais desligou trabalhadores, com 746 vagas cortadas até setembro de 2002.

“É por isso que é preciso políticas que possam gerar empregos na atividade comercial para absorver esta mão-de-obra”, destaca Furlan.

A tributação também um fator de entrave para o desenvolvimento industrial em Mato Grosso, segundo Furlan. “As políticas de incentivos em outros estados são mais agressivas do que as apresentadas por Mato Grosso. Por exemplo, a Perdigão, que poderia se instalar aqui, preferiu aderir à política de incentivos do estado de Goiás. O mesmo aconteceu com as indústrias têxteis que deram preferência à Bahia e estados do Nordeste”, revela.

A agricultura mato-grossense é suficiente para atrair a atenção de grandes indústrias que produzem em escala. A falta de mercado consumidor interno, faz com os produtos fabricados em Mato Grosso, sejam remetidos para outros estados ou mesmo para o exterior. “Ainda há uma grande carência de infra-estrutura básica e de logística para ser compatível aos produtos de regiões mais centrais”, acrescenta Furlan.

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), Mato Grosso vem mantendo a dianteira no cenário nacional. Desde 1998 o Estado acumula os melhores desempenhos. Em 1998/99, o PIB nominal do Estado cresceu 17%, enquanto o PIB do Brasil foi de 5,4%. De 1999 a 2000, o crescimento foi de 15,98%.

Fonte: Diário de Cuiabá
 


 

 

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