Multimodal

        

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Multimodal - A aprovação da lei Multimodal está sendo bastante esperada pelas empresas do setor uma vez que ela representará um aumento de eficiência e melhoria de custos na movimentação de mercadorias e conseqüente redução do custo final dos produtos envolvidos. De acordo com o Ministério dos Transportes , atualmente são transportadas 660 milhões de toneladas de carga por ano no Brasil, sendo 65% por rodovias e 21% por ferrovias. O Ministério acha que em 15 anos a coisa vira e as ferrovias ficarão com 74% do total, as rodovias com apenas 13,7% e o restante dividido entre cabotagem e hidrovias. Isto não significará o fim do transporte rodoviário, o que deve acontecer é que as empresas de transportes terão de se especializar e passar a trabalhar em rotas mais curtas, integrando-se às ferrovias e hidrovias o que vem a caracterizar o transporte multimodal. Hoje em dia, devido à própria opção de matriz de transportes que o país fez no passado, o setor rodoviário está muito inchado (ver quadro abaixo) e portanto com espaço para queimar gorduras e se adequar à nova realidade que está por vir. Isto significa que deverão acontecer fusões e aquisições também no setor rodoviário.

SETOR RODOVIÁRIO EM NÚMEROS

Transportadoras Rodoviárias de carga: 12 mil

Transportadores Autônomos de carga: 350 mil

Transportadores de Carga própria: 50 mil

Participação no PIB: 3,4%

Média anual total transportado: 396 bilhões tkm

Faturamento médio anual: usd 25 bilhões

Empregos gerados no setor: 3,5 milhões

Investimento anual: usd10 bilhões

Endividamento médio anual: 37%

Frota nacional de veículos: 1,675 milhão

Consumo médio anual de combustível: 33 bilhões de litros

Consumo médio de óleo diesel: 18 bilhões de litros

Aquisição de caminhões (média anual): 50 mil unidades

Fonte : NTC (Associação Nacional de Transporte de Cargas), 1996/97

O negócio da navegação , atualmente, tem muito a ver com corte de custos o que, todavia vai depender de volume uma vez que, quanto maior o volume carregado , maior a tendência de cair os custos por unidade. Isto explica o porque do aparecimento de super navios de até 6,600 teus de capacidade nominal os quais ainda não atracam nos portos da América do Sul. Acontece que , para carregar maiores volumes, os armadores precisam providenciar mais capacidade, por isso que não surpreende a ninguém o fato de muitos tráfegos estarem com overcapcity, competição ferrenha e fretes baixos. 

A situação acima descrita resulta num círculo vicioso tipo “ necessidade de cortar custos – aumentar volume – construir navios maiores – criar excesso de capacidade – lutar com a concorrência – gerar uma situação de fretes baixos – necessidade de cortar custos …”

É  óbvio que sobreviverão apenas os mais fortes , os quais procurarão alianças , o que já vem acontecendo muito nos últimos anos mas, os embarcadores não têm porque temer uma situação de fretes altos porque o círculo vicioso esta aí . Até mesmo os fretes de exportação que tem subido ultimamente no Brasil não estão alcançando níveis absurdos se considerarmos que os mesmos desceram muito nos últimos quatro anos.

 

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